Os convênios e os médicos

Friday, 27 July 2012

Para reflexão. O texto não é meu, mas de um colega que cansou.

Por que seu médico lhe atende tão rápido?

Você acabou de renovar seu convênio privado e receber a nova carteirinha.
Vem num pacote bem montado, com diversos extras e muitas recomendações de
saúde. Pronto para fazer sua primeira consulta, cheio de expectativas, você
liga para um médico listado no caderno do convênio e agenda um horário.
Chega o dia e você vai ao consultório e encontra uma sala de espera cheia
de outros clientes, um calor infernal e ouve gente começando a reclamar da
demora. Senta, levanta, pega uma revista, toma um copo d’água, entra um,
sai outro e nada. Já impaciente, não entende o que pode estar acontecendo,
mas abre um sorriso quando seu nome é chamado com mais de uma hora de
atraso!

Ao entrar no consultório com sua lista de dúvidas dentro do bolso, ouve
duas perguntas do médico, senta na maca, mede a pressão e sai de lá mudo
com cinco guias após menos de 15 minutos de consulta. Ao dar-se conta, já
está fora da sala sem saber muito o que ocorreu. Alguém já passou por isso?

Caso se identifique, caro leitor, antes de culpar seu médico, vamos
entender o que acontece hoje na maioria dos planos privados e porque este
profissional é tão vítima quanto você.

Numa pesquisa feita recentemente, os pacientes acreditam que seu médico
esteja recebendo cerca de R$ 100,00 pela consulta, acham que ele deveria
receber em torno de R$ 140,00, mas na verdade ele recebe uma média de
R$40,00 (bruto), de acordo com dados da ANS de 2010. A

Assim, temos um paradigma: o paciente acha que está pagando duas vezes e
meia mais do que está sendo exercido na realidade por seu tratamento. A
disparidade entre percepção de pagamento e serviço prestado é simplesmente
alta demais. Mas, ao mesmo tempo, você como paciente pode intrigar-se, já
que seu plano custa caríssimo.

Pois bem, atualmente apenas 10-15% do que você paga efetivamente vai para o
profissional que coordena todo o sistema e quem, em princípio, deveria
zelar pela sua saúde. Todo o resto cobre custos de possíveis internações,
exames, medicamentos hospitalares, custos administrativos, propaganda do
plano e lucro de terceiros.

O resultado disso tudo se reflete na situação exposta acima. A conta é
simples e rápida: o custo de um consultório, apenas para mantê-lo aberto
hoje é em torno de R$ 3.500,00, considerando aluguel, secretária etc. Isso
significa que um médico deve fazer, apenas para pagar essas contas, um
total de 140 consultas pagas (pois dos R$ 40,00 se descontam INSS e imposto
de renda).

Na prática, significam em torno de 182 consultas, pois 30% destas são
retornos não remunerados. Até aqui o médico não ganhou nada, apenas pagou
seus custos de trabalho. Vamos dizer que ele vá ganhar R$ 7.000,00 por mês
(sem entrar no mérito se é muito ou pouco) – isso significa que terá que
atender mais 280 consultas para gerar esse valor, ou 364 considerando os
retornos. Somando tudo isso, temos 546 consultas no mês para esse salário!

Como o tempo é fixo, trabalhando 8 horas por dia, 22 dias por mês, ele tem
176 horas por mês para dar conta de tudo, ou seja, 3.1 consultas/hora. Isso
sem considerar férias não remuneradas, feriados, falta de pacientes, entre
outros extras que fazem com que a marcação de consultas passe na maioria
dos consultórios para 4 por hora. Claro que ainda temos congressos e o
tempo de estudo para atualização profissional que não foram computados nos
custos, mas saem diretamente do bolso do profissional.

Já dá para entender que se você foi um dos 546 pacientes vistos por seu
médico, o nível de atenção despendida por ele não tem como ser maior. É
algo racional e direto, proporcional ao grande volume de trabalho que o
profissional tem de gerar para receber um salário digno. É claro que
gostaríamos, como médicos, de sempre dar a maior atenção possível a todos
os pacientes, mas atualmente isso é simplesmente impossível.

A solução é óbvia, mas não é facilmente mutável: o médico tem que receber
mais pela consulta. Não adianta fingirmos, fugir do assunto, fazermos
discursos cheios de oratória: saúde custa caro e um bom profissional
também. Você, paciente, fica no meio disso e sofre com um atendimento
inferior ao que merece e paga.

Por isso, busque saber do seu plano quanto ele paga ao seu médico e saberá
qual a qualidade de atendimento que terá. Não se impressione com
helicópteros, propaganda de melhores hospitais, nada disso. No final, quem
mais importa é o profissional que lhe atende e é isso o verdadeiro
diferencial num serviço de saúde.

Dr. Juliano de Lara Fernandes

Medico cardiologista, coordenador do Departamento de Cardiologia da
Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas

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Penas impostas e penas aceitas

Wednesday, 30 May 2012

Hoje lembrei de uma trova que fala sobre as culpas que carregamos e da necessidade de se libertar.

Quem me vê andar alegre


pensará que estou contente


Abram meu coração e verão


as penas que tenho dentro...


Coração entristecido,

porque tanto te magoas?


Se estás cercado de penas,


o que fazes que não voas?





Trova popular, autor desconhecido, cerca de 1910

Porque não juntar nossas penas e criar asas como Ícaro?

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Entrevista sobre a sindrome da pressa

Friday, 9 March 2012

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Alexandre Garcia Comenta a Falta de Medico no Interior do Brasil

Sunday, 8 January 2012

Posted by Vanessa Marsden at 15:38 0 comments  

SIM ao Ato Médico

ASSINE A PETIÇÃO PARA REGULAMENTAR A PROFISÃO MÉDICA.
BASTA CLICAR NO LINK ABAIXO E PREENCHER OS DADOS (é rapidinho):

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N18928

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Obrigado! | #EuVotoDistrital

Friday, 9 September 2011

Posted by Vanessa Marsden at 11:13 0 comments  

de atestado!

Friday, 19 August 2011

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Luto - o que é normal e o que não é

Monday, 1 August 2011

Luto

O luto é uma experiência estressante, mas comum. Cedo ou tarde a maioria de nós vai sofrer com a morte de alguém que amamos. Mesmo assim, no nosso dia a dia, pouco falamos ou pensamos sobre morte, talvez porque nos encontramos com a morte menos do que nossos avós, por exemplo, o faziam. Para eles, a morte de um irmão, amigo ou parente era uma experiência comum desde a infância. Para nós, as perdas acontecem geralmente no final da vida. Assim, temos poucas oportunidades de aprender sobre luto – o que é, o que é “normal”, o que se deve fazer – ou para entender como passar por ele. Apesar disso, devemos aprender que eventualmente todos poderemos finalmente estar diante da morte de alguém que amamos.

O sentimento de luto
Nós passamos por um luto após qualquer perda, mas o sentimento é muito mais poderoso após a morte de um ente querido. Não é apenas um sentimento, mas uma sucessão de sentimentos, um processo que deve levar seu tempo e não ser apressado.

Nós sofremos mais por alguém que conhecemos a algum tempo. Entretanto, sabe-se que pessoas que passaram por abortos ou morte do recém-nascido, ou que tenham perdido bebês muito novinhos sofrem da mesma forma e precisam da atenção que alguém que perdeu um companheiro de muitos anos.

Nas primeiras horas ou dias após a morte de um parente ou amigo próximo, a maioria das pessoas simplesmente se sente chocada, como se não pudesse acreditar que a morte realmente ocorreu. Muitos se sentem assim mesmo que a morte tenha sido anunciada.

Este sentimento de paralisia emocional pode ajudar em todos os afazeres e preparações após a morte, como entrar em contato com os parentes e organizar o funeral. Se este sentimento de irrealidade, entretanto, se prolonga demasiado, pode se tornar um problema. Ver o corpo do falecido pode, para alguns, ser uma forma importante de resolver esta paralisia.

Similarmente, para muitos, o funeral é uma ocasião na qual a realidade do que aconteceu finalmente os atinge. Pode ser difícil ver o corpo ou ir até o velório, mas estas são formas de dizer adeus a quem amamos. Na hora, isto pode parecer muito doloroso e você pode tentar evitar o velório e enterro. No futuro, porém, você pode se arrepender e sentir muita culpa.

Cedo esta paralisia emocional desaparece e pode ser substituída por uma sensação de agitação ou necessidade do falecido. Há uma sensação de tentar encontrá-lo, mesmo que isso seja impossível. Esta sensação faz com que seja difícil relaxar e concentrar-se e pode alterar o sono. Mesmo os sonhos podem ser bastante estressantes.

Algumas pessoas sentem-se como se “vissem” o falecido em qualquer lugar que vão – nas ruas, nas praças, perto de casa, em qualquer lugar que tenham passado tempo juntos. Muitos ficam com muita raiva neste momento – em relação aos médicos e enfermeiros que não impediram a morte, aos amigos e parentes que não fizeram o suficiente, ou mesmo em relação ao falecido, que ao morrer, os abandonou.

Outro sentiment comum é culpa. Muitos ficam repensando todas as coisas que poderiam ter feito ou dito. Podem até considerar que se tivessem feito algo diferentemente, a morte poderia ter sido impedida. É claro que a morte em geral está além de nossa capacidade de controle e uma pessoa que passa por um luto às vezes tem que ser lembrada disso. Algumas pessoas também sentem culpa se se sentem aliviadas pela morte indolor do ente querido. Esta sensação de alívio é comum e perfeitamente normal.

Este estado de agitação é mais forte nas duas semanas após a morte, mas é logo seguido por um estado de tristeza calma ou depressão, silêncio e isolamento social. Estas mudanças emocionais súbitas podem ser confusas para amigos e parentes, mas são parte do processo normal de luto.

Embora a agitação diminua, os períodos de depressão tornam-se mais frequentes e atingem um pico quatro a seis semanas depois. Espasmos de luto com choro convulsivo podem ocorrer a qualquer momento, geralmente causados por pessoas, lugares ou objetos que tragam à memória o falecido. 

Algumas pessoas podem achar difícil de entender ou sentir-se envergonhadas devido ao comportamento da pessoa em luto de chorar de repente, sem razões óbvias. Neste estágio, pode parecer tentador ficar longe de pessoas que não entendem ou não compartilham sua dor. Entretanto, evitar a compania dos outros pode causar problemas no futuro e é melhor começar a retomar suas atividades após duas semanas da perda.

Durante este tempo, pode parecer aos outros que a pessoa em luto passa muito tempo apenas sentada, sem fazer nada. Na verdade, ele\a está pensando na pessoa que perdeu, ruminando mentalmente as boas e más lembranças. Este é um processo silencioso, mas fundamental para se passar pelo processo de luto.

Conforme o tempo passa, a dor aguda do luto breve começa a desaparecer. A depressão melhora e é possível pensar em outras coisas e mesmo planejar o futuro. O sentimento de ter perdido uma parte de si mesmo, entretanto, nunca passa completamente. Para esposas ou maridos em luto, existem lembranças constantes de seu novo estado civil, ao ver outros casais e no dilúvio de imagens na mídia de casais e famílias felizes. Após algum tempo é possível sentir-se completo novamente, mesmo que tenha perdido uma parte de si.

Estes vários estágios de luto podem ocorrer ao mesmo tempo e apresentar-se de forma variada. A maioria das pessoas recupera-se de um luto importante entre um a dois anos. A fase final do luto é o processo de desapego da pessoa que morreu e o início de uma nova vida. A depressão passa completamente, o sono melhora e o nível de energia retorna ao normal. A libido, que desapareceu por algum tempo, retorna e todos estes sentimentos são normais, nada que deva causar vergonha.

Mesmo com as descrições acima, deve-se saber que não existe um jeito “certo” de sofrer um luto. Todos somos indivíduos diferentes com modos particulares de experimentar uma perda. Além disso, pessoas de diferentes culturas lidam com a morte de forma distinta. Ao longo da história, pessoas de diferentes partes do mundo criaram suas próprias cerimônias para lidar com a morte.

Crianças e adolescentes
Crianças podem não enteder o siginificado da morte até que atinjam a idade de três a quatro anos, mas elas sentem a perda de um parente próximo da mesma forma que um adulto. Hoje em dia entende-se que mesmo quando bebês, as crianças experimentam o luto e sofrem com ele. Para elas, entretanto, a experiência é bastante diferente e elas passam pelas fases do luto rapidamente.

No início da fase escolar, as crianças podem se sentir responsáveis pela morte de um parente próximo e podem necessitar de conforto. Jovens podem evitar falar de seu sofrimento, com medo de aumentar a carga emocional dos adultos. O luto de crianças e adolescentes e sua necessidade de processá-lo não deve ser ignorado quando um familiar morre. Sempre que possível incluá-los nos afazeres do velório e funeral. 
Luto após um suicídio
Pode ser particularmente difícil lidar com a morte por suicídio de alguém que você conheça. Você pode se sentir:
  • Com raiva da pessoa por ter tirade sua própria vida
  • Rejeitado pelo suicídio
  • Confuso pelas razões do suicídio
  • Culpado – a maioria das pessoas se mata em um ato de desespero. Como não notou que eles estavam a se sentir assim?
  • Culpado por não ter conseguido impedir sua morte. Você pode ruminar mentalmente as diversas vezes que passou tempo com a pessoa e perguntar-se se não havia modo de impedí-lo\a
  • Preocupado se a pessoa sofreu antes de morrer
  • Feliz por saber que ele\a não sofre mais
  • Aliviado por saber que não terá mais que ajudá-lo\a a lidar com seus pensamentos e impulsos suicidas
  • Envergonhado pelo suicídio, particularmente se sua cultura ou religião vê o ato como pecaminoso ou embaraço público
  • Relutante em falar com outras pessoas porque
    • O estigma é muito forte na sua cultura
    • Você sente que as outras pessoas estão mais interessadas no drama da situação do que nos seus sentimentos
  • Preocupado pelo fato de apresentar pensamentos suicidas seus
  • Isolado – ajuda falar com outras pessoas que também tenham perdido um ente querido por suicídio

Como amigos e parentes podem ajudar
  • Passe tempo com a pessoa em luto. Mais do que palavras de conforto, eles precisam saber que você estará com eles durante este período doloroso. Um braço amigo exprime mais sobre carinho e ajuda do que palavras jamais poderiam.
  • É importante que pessoas em luto possam chorar e falar sobre seus sentimentos com alguém que não fique o tempo todo tentando acalmá-los. Com tempo o luto passa, mas neste momento eles precisam chorar e falar sobre a morte.
  • Muitos acham difícil entender porque as pessoas em luto falam sobre as mesmas coisas o tempo todo, mas isto faz parte do processo de resolução e deve ser encorajado. Se não sabe o que dizer e se pode ou não falar sobre o assunto, seja honesto e diga isso francamente. Isto dá chance a pessoa que sofreu uma perda de falar o que quer. Muitas pessoas evitam mencionar o nome do falecido\a para não causar mais choro. Para a pessoa em luto, entretanto, parece que os outros esquecem sua perda, e aumenta a sensação de isolamento e perda.
  • Lembre-se que ocasiões festivas e aniversários (de morte, casamento, nascimento) são particularmente dolorosas. Amigos e familiares devem esforçar-se em estar por perto nestas épocas.
  • Ajudar nas tarefas do dia a dia como limpeza, comprar e cuidar de crianças diminui a carga de se estar sozinho. Idosos em luto pela perda do cônjuge podem precisar de ajuda nas atividades do dia a dia que costumavam ser feitas pelo falecido\a – pagar contas, cozinhar, limpar a casa, arrumar o carro, etc.
  • Dê tempo para que as pessoas passem pelo luto. Algumas pessoas passam por isto rapidamente. Outras precisam de mais tempo. Não espere demasiado de alguém que perdeu um familiar ou amigo recentemente. 
Luto mal resolvido
Algumas pessoas parecem não sofrer a perda. Elas nem mesmo choram no funeral, evitam mencionar sua perda e voltam à vida normal rapidamente. Para alguns isto é normal, mas outros passam a sofrer de sintomas físicos ou episódios depressivos nos próximos anos. Outros podem não ter tido oportunidade de resolver o processo de luto adequadamente. As pesadas demandas da vida, de cuidar de uma família ou negócios podem ter ditado que não havia tempo suficiente.

Algumas pessoas começam o processo de luto, mas ficam “presas” a uma fase. A sensação inicial de choque continua sem resolução. Podem se passar anos e o indivíduo ainda acha difícil acreditar que seu ente querido morreu. Outras continuam a vida incapazes de pensar em qualquer outra coisa: mantem o quarto do falecido como um altar à sua memória. 

Ocasionalmente, a depressão que ocorre com o luto pode se exacerbar a ponto de a pessoa recusar comer ou beber e apresentar pensamentos suicidas.

Como seu medico pode ajudá-lo\a
  • Noites insones podem às vezes, persistir e se tornar um sério problema. O médico pode prescrever medicamentos para ajudá-lo a dormir
  • Se a depressão continua a piorar, alterando o apetite, energia e sono, antidepressivos podem ser indicados.
  • Se o luto não se resolve, deve-se procurar ajuda de um profissional de saúde mental. Para alguns, encontrar-se com um terapeuta a sós ou em grupo, no qual outras pessoas passaram por experiências semelhantes, ajuda na solução do quadro.
  • Lembre-se: O luto é uma das experiências mais dolorosas pelas quais podemos passar. Pode ser estranho, terrível e estressante, mas é uma fase da vida pela qual quase todos passamos e não requer avaliação médica por si só.
Referências
Hawton K and Simkin S (2003) Helping people bereaved by suicide. BMJ;327:177-178.

Dependência emocional e codependência

Friday, 3 June 2011

Dependência é normal para crianças e esperada em pessoas doentes. Não é saudável em adultos!

Você consegue reconhecer dependência? Pessoas dependentes geralmente tendem a fugir de responsabilidades, reclamam constantemente, culpam os outros e mentem para evitar as consequências de seus atos. Pessoas dependentes não desenvolvem as qualidades e habilidades essenciais para suportar uma vida adulta saudável. Eles manipulam ou demandam dos outros que façam o que não conseguem fazer por si mesmos. 

Você é dependente?

Se você define amor como um comportamento que satisfaz suas necessidades é provável que sim. Desta forma, suas expressões de amor exigem que outros ajam nas suas necessidades, de forma exigente. Se você é um dependente emocional você acredita que sua segurança emocional e seu valor (autoestima) requer a presença constante e reconfortante de outra pessoa. 

Você se preocupa intensamente com outra pessoa? Você precisa estar perto daquela pessoa? Você se sente perdido quando não não consegue estar perto? Você precisa do amor exclusivo e absoluto de alguém e só procura sua compania? Você vê os amigos e familiares desta pessoa como competição? Você é ciumento? Você só consegue se decidir ou agir se a pessoa em questão aprovar?

O que vamos discutir aqui não é a dependência infantil, normal como dito acima, ou a dependência dos doentes ou dos idosos. Neste post discutiremos a dependencia emocional vista em adultos, especialmente nos relacionamentos amorosos. Mas lembre-se: relacionamentos codependentes podem acontecer no seio da família, no ambiente de trabalho, entre amigos, etc...

Abaixo há uma pequena lista de características de Amor versus Amor Tóxico ou dependente (resumida do livro de M. Beattie & T. Gorski):

  1. Amor - desenvolvimento do self (identidade) é a prioridade
  2. Amor Tóxico - obsessão com o relacionamento
  3. Amor - espaço para crescer, expandir, desejo que o outro cresça também
  4. Amor tóxico - Segurança, conforto na mesmisse; intensidade da necessidade do outro visto como prova de amor (enquanto que na verdade pode ser apenas medo, insegurança, solidão)
  5. Amor - Interesses separados: outros amigos, mantém relacionamentos significativos com outros
  6. Amor tóxico - envolvimento total, vida social limitada, negligencia velhos amigos e interesses
  7. Amor - encoraja um ao outro a expandir, há segurança em seu próprio valor
  8. Amor tóxico - preocupação com o comportamento do outro, medo da mudança
  9. Amor - confiança apropriada (confia no parceiro e em como ele age)
  10. Amor tóxico - ciúmes, possessividade, medo de competição, protege a "demanda"
  11. Amor - compromisso, negociação, tomam a liderança em turnos. Resolvem problemas juntos
  12. Amor tóxico - brigas pelo poder, culpam o outro, manipulação passivo-agressiva
  13. Amor - acolhem a individualidade do outro
  14. Amor tóxico - tenta mudar o outro para que se pareça com sua própria imagem
  15. Amor - O relacionamento é focado na realidade
  16. Amor tóxico - relacionamento baseado na fantasia e no evitamento do desprazer
  17. Amor - Os parceiros cuidam de si mesmo, o estado emocional não depende do humor do outro
  18. Amor tóxico - expectativa de que o parceiro o curará e o resgatará
  19. Amor - Desligamento amoroso (preocupação saudável com o parceiro, enquanto o permite ser individual)
  20. Amor tóxico - fusão (obcecado com os sentimentos e problemas do parceiro)
  21. Amor - o sexo é de livre escolha para demonstrar crescimento, carinho e amizade
  22. Amor tóxico - pressão sobre a área sexual devido a insegurança, medo e necessidade de gratificação imediata
  23. Amor - habilidade para gostar de estar sozinho
  24. Amor tóxico - incapaz de suportar separação, pessoa grudenta
  25. Amor - ciclos de conforto e contentamento
  26. Amor tóxico - cliclos de dor e desespero
Analise as mensagens sobre relacionamentos com as quais você é bombardeado diariamente: relacionamentos na TV, nas novelas, nos filmes. Preste atenção crítica a letras de músicas e canções de amor. Nós diariamente somos bombardeados com modelos de dependência emocional!

Afinal, o que é codependência ou dependência emocional?
 
A codependência ou dependência emocional é uma tendência de se comportar passivamente em excesso, que leva a impacto negativo nos relacionamentos e na qualidade de vida de um indivíduo. É geralmente vista como colocando as necessidades do indivíduo abaixo das necessidades dos outros e ficar preocupado em excesso com outros.
Historicamente o conceito foi retirado dos Alcoólicos Anônimos (AA), que mostrava que o problema não era só do dependente químico, mas também dos amigos e familiares que constituem a rede social do alcoolista (já escrevi um post sobre isso aqui).
 
Características da codependência
 
Na codependência os comportamentos, pensamentos e sentimentos vão além do que é normal para cuidados e auto-sacrifício. Numa relação parental, por exemplo, a mãe pode passar a sacrificar toda sua vida e relacionamento com pai (inclusive sexual) em prol de cuidar 100% do tempo da criança. Isso é ruim para a criança também. Em geral, um pai que cuida de si primeiro de forma saudável será um melhor cuidador do que um pai codependente que pode até mesmo causar danos aos filhos.
 
Os Co-dependentes Anônimos oferences os seguintes padrões e características como ferramenta para auxiliá-lo em uma autoavaliação:
 
 
Padrões de Negação:
  • Tenho dificuldade em identificar o que sinto.
  • Eu minimizo,altero ou nego como realmente me sinto.
  • Percebo a mim mesmo como completamente sem egoísmo e dedicado ao bem estar dos outros.
  • Falta-me empatia pelos sentimentos e necessidades de outros.
  • Eu rotulo outros com meus traços negativos.
  • Cuido de mim mesmo sem qualquer ajuda de outros.
  • Mascaro minha dor de várias formas como raiva, depressão e isolamento.
  • Eu expresso negatividade ou agressão de forma indireta e passiva.
  • Não reconheço que outros pelos quais me sinto atraído possam não estar disponíveis.
Padrões de baixa autoestima:
  • Tenho dificuldades em tomar decisões.
  • Julgo tudo o que penso ou digo duramente, como se nunca fosse bom o suficiente.
  • Fico envergonhado ao receber reconhecimentos, elogios ou presentes.
  • Nunca peço aos outros que reconheçam meus desejos ou necessidades.
  • Valorizo mais a opinião dos outros do que a minha sobre o que penso, sinto e como ajo.
  • Não me vejo como alguém que mereça amor ou atenção.
  • Constantmente busco reconhecimento que acho que mereça.
  • Tenho dificuldades em admitir que errei.
  • Tenho que parecer correto aos olhos dos outros e até minto para que parecer melhor.
  • Acho-me superior aos outros.
  • Preciso de outros para me sentir seguro.
  • Tenho dificuldades em começar atividades, completar prazos e projetos.
  • Tenho dificuldades em estabelecer prioridades mais saudáveis.
Padrões de evitamento:
  • Ajo de forma convidativa a outros para me rejeitar.
  • Julfo duramente o que os outros pensam, sentem, falam e fazem.
  • Evito intimidade emocional, física ou sexual como forma de me distanciar.
  • Permito que minhas dependências a pessoas, lugares e coisas me distraiam de atingir real intimidade nos relacionamentos.
  • Uso comunicação indireta e evasiva para evitar conlitos ou confrontações.
  • Atraio as pessoas, mas quando elas estão próximas, eu as evito.
  • Acredito que demostrações de emoção são sinais de fraqueza.
Padrões de cumplicidade:
 Eu comprometo meus próprios valores e integridade para evitar rejeição por parte de outros.
  • Eu sou muito sensível a como os outros se sentem e sinto o mesmo.
  • Sou extremamente leal, permanecendo em situações danosas por muito tempo.
  • Eu valorizo mais a opinião dos outros do que a minha própria e tenho medo de expressar opiniões e sentimentos diferentes.
  • Deixo de lado meus próprios interesses e hobbies para fazer o que os outros querem.
  • Aceito sexo ou atenção sexual quando procuro amor.
  • Tenho medo de expressar minhas opiniões e crenças quando diferentes do que os outros pensam.
  • Tomo decisões sem pensar nas consequências.
Padrões de controle:
  • Acredito que a maioria das pessoas é incapaz de cuidar de si mesmas.
  • Tento convenceros outros sobre o que "deveriam" sentir ou pensar.
  • Fico ressentido quando outros não me deixam ajudá-los.
  • Ofereço conselhos abertamente, sem ter sido convidado a isso.
  • Gasto com presentes luxuosos e favores naqueles que me são importantes.
  • Utilizo o sexo para ganhar aprovação e aceitação dos outros.
  • Necessito que "precisem" de mim para me relacionar com outros.
  • Exijo que minhas necessidades sejam acolhidas pelos outros.
  • Uso meu charme e carisma para convencer os outros de minha capacidade de compaixão e cuidado.
  • Uso culpa e vergonha para explorar emocionalmente os outros.
  • Recuso-me a cooperar, comprometer ou negociar.
  • Adoto uma atitude de indiferença, desesperança, autoridade ou raiva para manipular resultados.
  • Finjo concordar com outros para conseguir o que quero.

 

Recuperação

Existem várias formas de tratamento da dependência emocional. Muitos optam por psicoterapia e algumas pessoas usam medicamentos psiquiátricos quando o quadro é associado à depressão.
Um dos principais aspectos da intervenção familiar, feita na psicoterapia, é a identificação de padrões de codependência na família. Também existem diversos livros de autoajuda no mercado que lidam com a dependência emocional.

Qual o problema da dependência emocional a longo prazo?

Padrões mal resolvidos de codependência podem levar a problemas como alcoolismo, dependência química, transtornos alimentares, dependência sexual e outros comportamentos autodestrutivos.Pessoas com padrões de dependência tem maior probabilidade de serem abusadas por indivíduos agressivos (bullying), de ficar em empregos insatisfatórios e estressantes, e de permanecer em relacionamentos abusivos. Além disso, estas pessoas procuram menos ajuda médica quando necessária, são preteridas nas promoções no trabalho e ganham menos quando comparadas a outros indivíduos.

Referências

  • "Cluster C Personality Disorders," in: Diagnostical and Statistical Manual of Mental Disorders DSM-IV, Washington: American Psychiatric Association, 4th ed. 1994, ISBN 0-89042-062-9, 662-673.
  • "Codependence," in: Benjamin J. Sadock & Virginia A. Sadock (eds), Kaplan & Sadock's Comprehensive Textbook of Psychiatry on CD, Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins, 7th ed. 2000, ISBN 0-7817-2141-5, 20703-20707.
  • Anonymous Co-Dependents Anonymous, Phoenix: Co-Dependents Anonymous, 1st ed. 1999, ISBN 0-9647105-0-1, 3-6.
  • M Beattie. Beyond Codependency
  • T Gorski. Getting Love Right
  • Wikipedia - Codependency
Foto: http://sasstrology.com/2010/07/codependency-neptune-and-the-tangle-of-human-relationships.html
http://www.gizmodiva.com/fashion/codependency_suit_to_make_couples_feel_stifled.php

Oxi, uma nova e devastadora droga se espalha pelo país

Thursday, 19 May 2011

Da revista Veja, disponível neste link

Desde a década de 1980, distante dos grandes centros brasileiros, o estado do Acre convive com a destruição produzida pelo oxi, uma mistura de pasta-base de cocaína, querosene e cal virgem mais devastadora do que o temível crack. A droga, vendida no formato de pedra, ao valor médio de 2 reais a unidade, vem se popularizando na região Norte e, agora, espalha sua chaga pelas cidades do Centro-Oeste e Sudeste. "Ela já chegou ao Piauí, à Paraíba, ao Maranhão, a Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro", diz Álvaro Mendes, vice-presidente da Associação Brasileira de Redução de Danos. Uma amostra da penetração da droga em São Paulo pôde ser vista na última quinta-feira, quando a Polícia deteve, na capital, um casal que carregava uma pedra de meio quilo de oxi.
Ao menos duas característias da droga ajudam a explicar por que ela se espalha pelo país. A primeira é seu potencial alucinógeno. Assim como o crack, o oxi pode estimular em um usuário o dobro da euforia provocada pela cocaína. A segunda razão é seu preço. "O crack não é uma droga cara, mas o oxi é ainda mais barato", diz Philip Ribeiro, especialista em dependência química do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP). "Quando surge uma droga mais poderosa, mais barata e fácil de produzir, a tendência é que ela se dissemine", diz Ronaldo Laranjeira, psiquiatra da Univesidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Isso ocorre especialmente porque não se criou no Brasil até agora um sistema eficaz de tratamento de dependentes."
O lado mais assustador do oxi talvez seja a carência de dados sobre seu alcance no território brasileiro. Quem se debruça sobre o assunto, avalia que a droga atinge todas as classes sociais. "Não há um perfil estabelecido de usuário: ela é usado tanto pelos estratos mais pobres quanto pelos mais ricos da população", diz Ana Cecília Marques, psiquiatra da Associação Brasileira de Estudos de Álcool e Outras Drogas (Abead).
Também faltam estudos científicos sobre sua ação sobre o ser humano. Por ora, sabe-se que, por causa da composição mais "suja", formada por elementos químicos agressivos, ela afeta o organismo mais rapidamente. A única pesquisa conhecida sobre a droga – conduzida por Álvaro Mendes, da Associação Brasileira de Redução de Danos, em parceria com o Ministério da Saúde – acompanhou cem pacientes que fumavam oxi. E chegou a uma terrível constatação: a droga matou um terço dos usuários no prazo de um ano.
Além, é claro, do risco de óbito no longo prazo, seu uso contínuo provoca reações intensas. São comuns vômito e diarreia, aparecimento de lesões precoces no sistema nervoso central e degeneração das funções hepáticas. "Solventes na composição da droga podem aumentar seu potencial cancerígeno", explica Ivan Mario Braun, psiquiatra e autor do livro Drogas: Perguntas e Respostas.
Por último, mas não menos importante, uma particularidade do oxi assusta os profissionais de saúde: a "fórmula" da droga varia de acordo com "receitas caseiras" de usuários. É possível, por exemplo, encontrar a presença de ingredientes como cimento, acetona, ácido sulfúrico, amônia e soda cáustica - muitos dos itens podem ser facilmente encontrados em lojas de material de construção. A variedade amplia os riscos à saúde e dificulta o tratamento.

Dia Internacional dos Enfermeiros

Thursday, 12 May 2011

Todos os anos, em 12 de maio, enfermeiros ao redor do mundo celebram a enfermagem. Poucos podem dizer que nunca foram tocados pelas mãos dedicadas e trabalhadoras de enfermeiros em nosso país. Este é um dia para que enfermeiros ao redor do mundo celebrem sua profissão e se unam em orgulho de sua importância na saúde da população.

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Dia das mães

Monday, 9 May 2011

Posted by Vanessa Marsden at 12:23 0 comments  

Como uma criança responde à morte? - o luto dos pequeninos

Monday, 2 May 2011


Uma morte na família afeta a todos. Crianças, em particular, precisam aprender sobre isso, mesmo que seja um momento difícil para toda a família. Como elas vão reagir depende de diversos fatores, como por exemplo:

Quão próxima era a pessoa que faleceu da criança.

Se a morte era esperada.

A idade da criança e sua capacidade de entendimento.

Bebês podem sentir a perda mais porque afeta sua rotina diária e quem cuida deles. Eles são muito sensitivos aos sentimentos de infelicidade à sua volta e podem ficar ansiosos, agitados e necessitar de mais atenção. Pré-escolares geralmente encaram a morte como temporária e reversível – uma crença reforçada pelos desenhos animandos, nos quais as personagens “morrem” e “voltam a viver”.

Crianças a partir de 5 anos de idade são capazes de entender fatos básicos sobre a morte:
Ela acontece a todas as coisas vivas
Tem uma causa
Envolve separação permanente

Elas também entendem que os mortos não precisam comer ou beber e não vêem, ouvem, falam ou sentem. Adolescentes são capazes de entender a morte da mesma maneira que adultos e são muito conscientes dos sentimentos dos outros.

A maioria das crianças fica com raiva e preocupada, assim como triste, quando alguém morre. Raiva é uma reação natural à perda de alguém essencial para a sensação de estabilidade e segurança da criança. Uma criança pode demostrar esta raiva em brincadeiras violentas, ficando irritável ou tendo pesadelos. Ansiedade aparece através de fala e comportamento infantilizado e necessitando comida, conforto e abraços.

Crianças mais jovens acreditam que elas causam o que acontece à sua volta. Elas podem se preocupar de ter causado a morte por terem sido levadas. Adolescentes tem dificuldades em colocar seus sentimentos em palavras e podem evitar mostrar o que sentem, por medo de deixar outros tristes.


As circunstâncias da morte também tem um impacto sobre a criança. Cada família responde de forma particular à morte. Religião e cultura tem importante influência em como isso ocorre. Outros fatores que podem influenciar a criança:

  • Quão traumática foi a morte – é mais difícil lidar com uma morte traumática
  • Se a morte foi súbita ou esperada, um alívio do sofrimento ou um golpe
  • O efeito do luto nos membros da família, especialmente se eles não conseguem lidar com ele e não provêm os cuidados necessários à criança
  • Quanta ajuda é disponibilizada à família, para ajudá-los neste momento.

Ajudando uma criança a lidar com a morte


Ter consciência de como uma criança normalmente responde à morte facilita a ajuda por parte de um adulto, além de facilitar a identificação de problemas com os quais a criança tenha dificuldade em lidar.

Estágios iniciais

Os adultos às vezes tentam proteger as crianças da dor e não contam o que aconteceu. A experiência demonstra que há benefícios em a criança conhecer a verdade desde o início. Pode ser que queiram ver o familiar falecido. Quanto mais próxima a relação entre eles, mais importante isto é. Os adultos podem ajudar as crianças a lidar com a morte ao ouvir suas experiências sobre morte, respondendo seus questionamentos e dando-lhes segurança. As crianças geralmente se preocupam que serão abandonadas por aqueles que amam ou tem medo de que serão culpabilizadas pela morte. Se são permitidas discutir isso e se expressar através de brincadeiras, conseguem lidar melhor com a morte e ter menos problemas emocionais na vida.

Crianças pequenas geralmente tem dificuldade em lembrar de uma pessoa morta, sem antes serem lembradas dela. Pode ser muito difícil não ter estas memórias. Uma fotografia traz grande conforto e pode ajudar incluir as crianças em atividades familiares, como ir ao velório e enterro. Deve-se pensar em como preparar e acolher a criança nestas circunstâncias. Uma criança amedrontada sobre o velório nunca deve ser forçada a ir. Mesmo assim é muito importante encontrar uma forma que as permita dizer adeus. Por exemplo, elas podem acender uma vela, dizer uma prece ou visitar o túmulo. 
Estágios avançados

Quando a criança tenha aceitado a morte, é provável que exiba sentimentos de tristeza, raiva e ansiedade esporadicamente, por longos períodos, e geralmente em momentos inesperados. Os familiares devem passar o máximo de tempo possível com a criança, deixando claro que ela pode demonstrar seus sentimentos abertamente, sem medo de incomodar os outros. Ás vezes a criança pode “esquecer” que o familiar morreu ou persistir na crença de que ele ainda vive. Isto é normal nas primeiras semanas após a morte, mas pode causar problemas se persisitir.

Sinais de alerta de que a criança não consegue processar o luto:

  • Um periodo longo de depressão, com perda de interesse em atividades e eventos diários
  • Dificuldades para dormir, perda do apetite ou medo prolongado de ficar sozinha
  • Agir como uma criança mais nova por muito tempo
  • Negar que o familiar tenha morrido
  • Imitar a pessoa morta o tempo todo
  • Falar repetidamente sobre se juntar à pessoa morta
  • Isolar-se dos amigos
  • Queda súbita e importante da performance escolar ou recusar-se a ir à escola

Estes sinais de alerta indicam que ajuda profissional deve ser procurada. Um terapeuta ou psiquiatra especialista em crianças e adolescentes pode ajudar a criança a aceitar a morte e auxiliar os familiares a encontrar maneiras de ajudar a criança através do processo de luto.

Referências

  • Carr, A. (ed.) (2000) 'What Works with Children and Adolescents?' - A Critical Review of Psychological Interventions with Children, Adolescents and their Families. London: Brunner-Routledge
  • Rutter, M. & Taylor, E. (eds) (2002) 'Child and Adolescent Psychiatry' (4th edn). London: Blackwell.
  • Scott, A., Shaw, M. & Joughin, C. (eds) (2001) 'Finding the Evidence' - A Gateway to the Literature in Child and Adolescent Mental Health (2nd edn). London: Gaskell.